Existimos para vos representar, Pais. Existimos para defendermos os vossos direitos, filhos.
quarta-feira, novembro 29, 2006
Abuso emocional
"Gostaria de ver abordados artigos sobre violência verbal e psicológica, o seu efeito nas crianças e formas de atenuar esses efeitos."
Paula Seixas
A violência verbal e a violência psicológica andam, habitualmente, de mãos dadas e estão sempre presentes em todas as outras situações de maus tratos. Sempre que uma criança é exposta a este tipo de violência, pode afirmar-se que é alvo de abuso emocional. Este tipo de abuso caracteriza-se pela ausência ou inadequação de suporte afectivo e pelo não reconhecimento das necessidades emocionais do menor, de uma forma intencional e persistente. Os insultos verbais, a humilhação, a ridicularização, a desvalorização, a hostilização, a indiferença, a discriminação, as ameaças, a rejeição, a culpabilização, as críticas e o abandono temporário são apenas alguns exemplos da forma como o abuso emocional se manifesta.
Contrariamente ao que muitos possam pensar, esta e outras formas de violência ocorrem em todas as camadas sociais, económicas e culturais, embora sejam mais frequentes em famílias desorganizadas e disfuncionais, com menos recursos económicos, com níveis de instrução e cultura mais baixos e com condições habitacionais mais precárias.
Apesar de a violência verbal e da violência psicológica geralmente não deixarem marcas físicas, originam problemas emocionais, cognitivos e comportamentais sérios nas crianças e adolescentes. Vários estudos demonstraram que crianças expostas a situações deste tipo apresentavam mais problemas de ajustamento, défices ao nível da competência social, menor capacidade de resolução de problemas, agressividade e temperamento difícil e baixos níveis de realização académica. Um outro aspecto, que é muito importante salientar, é que, quando a criança está exposta de uma forma sistemática a situações de violência, corre o risco de a aceitar como uma forma efectiva de obter poder e controlo sobre os outros, tolerando com maior facilidade a agressividade e agindo mais frequentemente desta forma, quer com os pares, quer com os adultos. Quando a criança vive rodeada pela violência, os riscos mais dramáticos são, talvez, a amputação do seu projecto de vida, o bloqueio do desenvolvimento das suas potencialidades enquanto pessoa e a perpetuação da violência de geração em geração.
A melhor forma de atenuar estes efeitos, altamente danosos no percurso de vida de uma criança, é o diagnóstico precoce do mau trato, sendo esse diagnóstico uma responsabilidade inerente a todos os técnicos que trabalham com a criança, nomeadamente médicos, professores, psicólogos, entre outros. Obviamente que o diagnóstico só poderá ser feito se os técnicos em questão conhecerem os factores que favorecem o aparecimento dos maus tratos, os seus diferentes tipos, as suas principais manifestações e formas de apresentação. Por esta razão, deixarei alguma bibliografia que poderá ajudar na sinalização e encaminhamento de situações que envolvam esta e outras formas de maus tratos. Note-se que a sinalização atempada é o primeiro grande passo, para que outras entidades possam implementar estratégias de apoio e vigilância a crianças e famílias onde a violência se instalou.
Bibliografia:
• Machado, C. & Gonçalves, R. (Coords.) (2003). Violência e Vítimas de Crimes. Vol. 2 - Crianças. Coimbra: Quarteto.
• Magalhães, T. (2002). Maus Tratos em Crianças e Jovens. Guia prático para profissionais. Coimbra: Quarteto.
Noticia extraída do site da Educare
segunda-feira, novembro 27, 2006
Também se aprende a ser pai.
Em Santa Maria da Feira surgiu, há três anos, o "Pais XXI", um projecto que ajuda os pais a não terem medo de admitir fragilidades.
Começou por ser um projecto integrado de prevenção na área da toxicodependência e evoluiu para o "Pais XXI", um espaço onde cabem todas as angústias da educação parental, sem receio de expor fragilidades. Sim, porque afinal os pais também têm medo.
Há três anos surgiu o Projecto Pais XXI, uma vertente do Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodependências de Santa Maria da Feira. Acolhido e impulsionado pela Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Concelho de Santa Maria da Feira, o "Pais XXI" ganhou asas, autonomizou-se e, agora, quer levar a semente a outros grupos.
Quando o projecto nasceu, cresceu com ele, além de uma Linha de Apoio Telefónico e de um programa de rádio, um Clube de Pais. Hugo Cruz, psicólogo e coordenador do "Pais XXI", que conta com o apoio da Câmara da Feira e da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, "a ideia de base era procurar um novo formato de educação parental".
Hugo Cruz confessa-se avesso a toda a sorte de manuais, do género "como ser um bom pai". Por isso, não pretendeu fazer das sessões quinzenais do clube uma escola, com mera exposição de conceitos e fórmulas de sucesso. "Nós temos por hábito preparar sempre as sessões mas se, nesse dia, na fase do acolhimento, surge uma outra questão, pomos de lado a temática", explica o psicólogo. Assim, sempre que a necessidade impunha as suas regras, o plano dos encontros foi sendo substituído por preocupações tão urgentes como o chichi na cama, o medo do escuro ou as negativas na escola.
Inicialmente, o Clube de Pais formou-se com quatro grupos (de
O que começou por ser um espaço de partilha sobre a educação parental foi-se transformando, simultaneamente, num lugar para discutir a relação a dois. É que, sem que estes se dessem conta, o Clube de Pais acabava por ser o único local onde todos se juntavam sem a pressão da criançada por perto. Como afirma o psicólogo, "muitas vezes os pais ficam centrados na sua função parental e deixam para segundo plano outras coisas". A saber: deixam de jantar os dois juntos, deixam de namorar, sentem peso na consciência se abandonam os filhos em casa de familiares durante um serão para ir ao cinema, e por aí adiante... O contexto social, que determina que somos maus pais se não estamos permanentemente a cuidar dos rebentos, é o principal responsável por este estado de coisas. Só que, como argumenta Hugo Cruz, "se os pais se anulam isso é mau para a família".
Com a conversa em comum, os pais foram descobrindo que todos sentem medo de falhar e que, basicamente, não há mal nenhum em admitir inseguranças. Ao mesmo tempo, independentemente do tema específico de cada sessão, aprenderam a falar sobre a comunicação na família. Será preciso não esquecer que, apesar da imagem hierarquizada e composta com que todos nos fomos habituando a perspectivar a família, esta é, na realidade, a soma de várias personalidades complexas a habitar o mesmo espaço, num projecto de vida a tempo inteiro. Por isso, a comunicação é, inegavelmente, o centro para onde convergem todas as questões. E aqui, o mais importante é valorizar a qualidade. Como afirma Hugo Cruz, "muitas vezes, as famílias estão juntas fisicamente, mas não estão a partilhar nada". Com os encontros, os pais aprenderam a identificar estas lacunas, que, na maioria das vezes, podem ser colmatadas com pequenas insignificâncias. Por exemplo: não fazer da televisão o prato principal das refeições e não atirar com um "agora não!" automático, sempre que o filho interrompe as lides domésticas.
Foi, justamente, tomando como inspiração os ruídos surdos do quotidianos, que surgiu a peça "Retratos de família". A encenação resulta de uma criação colectiva que, para espanto dos filhos, tem os pais como principais actores. Por uma vez, os papéis inverteram-se. Foram os filhos, e não os pais, que se sentaram nos bancos da plateia. Hugo Cruz recorda a "emoção das crianças, que olharam com espanto para o lado divertido dos pais". A peça fez sucesso e está agora em tournée nacional, em sessões teatrais que juntam as famílias, durante fins-de-semana previamente marcados, em palcos um pouco por todo o País.
Desta troca de experiências, em três anos de trabalho, resultou, ainda, o livro Pais XXI, uma experiência, da autoria de Hugo Cruz e Inês Pinho, que foi recentemente lançado e conta com um prefácio de Daniel Sampaio. Entretanto, estão previstas, já para Dezembro, novas sessões, que irão permitir alargar o Clube de Pais a um número mais abrangente de pessoas.
Mais informações:
http://www.fapfeira.web.pt/
http://www.debatereducacao.pt
quinta-feira, novembro 23, 2006
Plano de Actividades Lúdicas e Reuniões/ Assembleias APERT2
Pais Digitais – Endereço mail e Blog ,no sentido de agilização de comunicação e adaptação aos tempos “modernos” - Out 2006
Recolha de Brinquedos – 25 Nov 2006
Colóquio “Educação p/ Saúde e Comportamentos de risco” – Fev 2007
Sarau ginástica ,desporto e dança – Mar 2007
Workshop de Olaria (Oleiros de Rio Tinto e Baguim Monte) – Abr 2007
Colóquio Miúdos e a Segurança na Net – Maio 2007
Semana Cinema – Jun 2007
Cicloturismo , prova para Pais e alunos – Jul 2007
Folhetim da Associação
Recolha de Cobertores
Dia Radical (Carros rolamentos, Skates ,Trotinete e Patins em linha )
Uma tarde...e Hip Hop! (Workshop)
Gondomar ,as suas raízes ... (Concurso Cartazes ,actividade pais /filhos, sobre a história de Gondomar)
Assembleia geral com agrupamentos – 27 Out 2006
Assembleia com Pais e Encarregados de Educação – 10 Nov 2006
Reunião com Pais Representantes de Turma – Jan 2007
Reuniões regulares com o Conselho Executivo da Escola
Reuniões regulares com as associações de pais do Agrupamento
Participação activa nas reuniões dos órgãos representativos da Escola
Interacção com os órgãos Associativos, concelhios e regionais
Questionário aos pais /Encarregados de Educação – de preenchimento facultativo ,relativa á relação de Associação / Pais e Educadores e de esclarecimento geral sobre a actividade e importância da Associação de Pais – Jan 2007
Reuniões/Sessões Abertas – A ideia é convidar ,de forma facultativa, pais a participar nas reuniões regulares da Associação ,de forma ao mesmos terem voz activa e sem compromisso.
Almoço de Pais – Tornar possível aos pais interessados , e perante marcação prévia ,desenvolver um almoço “normal”, na cantina da Escola com o filho.
Este espaço neste momento não se encontra preenchido ,mas você pode preenchê-lo.
Basta enviar uma proposta de actividade, utilizando a nossa caixa do correio no átrio da Escola ou enviando uma mensagem via internet, para o nosso mail apert2@hotmail.com .
Depois é só aguardar o nosso contacto.
Nuno Sousa
P.S. : Estas actividades podem sofrer alterações .
quarta-feira, novembro 22, 2006
Aluna do 5ºano da Turma G ganha 3º Prémio
sábado, novembro 18, 2006
Recolha de Brinquedos - 25 de Novembro
25 Novembroentre as 9h30 e as 15hno átrio da entrada da Escola

domingo, novembro 12, 2006
Assembleia Geral Ordinária APERT2
Ordem dos Trabalhos:
o Eleição dos representantes de Pais e Encarregados de Educação para o Conselho Pedagógico e Assembleia de EscolaQuórum presente = 19 Pessoas
o Assuntos Diversos
Desenvolvimento dos trabalhos :
21h 15m – Inicio dos trabalhos
Apresentação e reflexão ,dos dados de um estudo realizado pela Fapag , sobre os vários agrupamentos de Escolas.(anteriormente apresentado num colóquio para associações realizada pela Fapag)
Eleição e apresentação dos representantes para:
Conselho Pedagógico
Assembleia de Escola
Reflexão e registo de situações identificadas e apresentadas pelos Pais e Educadores presentes ,para posterior análise e encaminhamento.
Apresentação das actividades:
Decorridas ,a decorrer e planeadas com datas já definidas:
- Pais Digitais – Endereço mail e Blog ,no sentido de agilização de comunicação e adaptação aos tempos “modernos” - Out 2006
- Assembleia geral com agrupamentos – 27 Out 2006
- Assembleia com Pais e Encarregados de Educação – 10 Nov 2006
- Recolha de Brinquedos – 25 Nov 2006
- Reunião com Pais Representantes de Turma – Jan 2007
- Recolha de Cobertores – Fev 2006
- Colóquio “Educação p/ Saúde e Comportamentos de risco” – Fev 2007
- Workshop de Olaria (Oleiros de Rio Tinto e Baguim Monte) – Mar 2007
- Semana Cinema – Jun 2007
- Cicloturismo , prova para Pais e alunos – Jul 2007
Acções de aproximação dos Pais á Escola e Associação
- Check List – de preenchimento facultativo ,relativa á relação de Associação / Pais e Educadores e de esclarecimento geral sobre a actividade e importância da Associação de Pais ( a chegar aos pais em breve)
- Reuniões/Sessões Abertas – A ideia é convidar ,de forma facultativa, pais a participar nas reuniões regulares da Associação ,de forma ao mesmos terem voz activa e sem compromisso.
- Almoço de Pais – Tornar possível aos pais interessados , e perante marcação prévia ,desenvolver um almoço “normal”, na cantina da Escola com o filho.
- Gala de Ginástica acrobática
- Dia Radical (Carros rolamentos, Skates ,Trotinete e Patins em linha )
- Miúdos e a Segurança na Net ( Colóquio )
- Uma tarde...e Hip Hop! (Workshop)
- Gondomar ,as suas raízes ... (Concurso Cartazes ,actividade pais /filhos,sobre a história de Gondomar)
23 horas – Fim dos trabalhos
Relativamente á “pouca afluência” de Pais e Educadores, gostaria de fazer uma ressalva e de deixar uma citação:
“... meus amigos ,um passo para trás... ,
serve sempre para dar um maior impulso para a frente ...”
Aos Pais . Aos Filhos . PARTICIPEM !!!!
Nuno Sousa
sábado, novembro 11, 2006
Orgãos Sociais da Apert 2- Ano Lectivo 2006/2007
José Luis Pinheiro
Ana Maria Almeida
Nuno Miguel Sousa
António A . Lopes
Fátima Pinto
Caixa Correio da Associação - no átrio de entrada da Escola
domingo, novembro 05, 2006
Brio, espirito, empenho e dedicação...
Como já é do conhecimento de alguns, ( na esperança de vir a ser do conhecimento de todos) , a APERT2 está a desenvolver uma actividade de solidariedade , que consiste na recolha de brinquedos no intuito de fazer alguém feliz neste Natal. (neste caso especifico os/as meninos/as da institução "Aldeias - SOS" , em Gulpilhares.) Nesse sentido, para o ano lectivo 2006/2007 ,a APERT2 está a trabalhar afincadamente no aspecto de minimizar uma das principais dificuldades que sempre existiu nos anos transactos :
"... fazer chegar informação a todos os pais ,para promoção da sua participação nas actividades...”
Para que fique bem claro,
como já foi mencionado em “posts” anteriores ,o objectivo desta actividade é realmente o de fazer alguém feliz neste Natal , e conscientemente , aos filhos ,promover e desenvolver um espirito de solidariedade e civismo , de ajuda ao próximo e que ,
"... por se dar aos outros não tem obrigatoriamente que se receber ..."
Para que fique registado ,
no sentido de sensibilização dos miúdos e graúdos ,deve ser salientado o espirito de empenho e brio que reina na preparação desta actividade ,em que se trabalha por gosto.
Para reforço dessa mensagem ,venho a deixar um pequeno exemplo (fotos em anexo) ,que foi a elaboração do cartaz de promoção para a entrada da escola ,no sentido de conseguirmos chegar ao maior número de pessoas possível.
Mais uma vez venho a deixar o repto,
Aos Pais . Aos Filhos . PARTICIPEM !
Nuno Sousa







