quarta-feira, dezembro 13, 2006

Noticia - PSP ,Escola Segura Jun 2006

Escola Segura. PSP detém 242 pessoas em operação durante final do ano lectivo
sábado 17 de Junho de 2006.
A PSP deteve numa grande operação 242 pessoas e aprendeu 797 doses de haxixe, 122 doses de cocaína e 58 de heroína nas imediações de escolas de todo o país, foi hoje divulgado.
A operação «Escola Segura - Final do Ano Lectivo 2005/2006» decorreu entre 26 de Maio e 09 de Junho em todo o pais, incluído os arquipélagos dos Açores e Madeira, anunciou hoje a Direcção Nacional da PSP, em comunicado.
O reforço do policiamento e de operações de fiscalização estendeu-se aos cafés, restaurantes e salas de jogos situados nas imediações das escolas, com o objectivo de reforçar «o sentimento de segurança» de alunos, pais, professores e auxiliares, «num período do ano lectivo crucial para o normal funcionamento das actividades de ensino».
A PSP deteve 87 pessoas em cumprimento de mandados judiciais, 65 por condução sem carta e 56 por conduzirem sob o efeito de álcool.
Foram também detidas 11 pessoas por roubo, sete por desobediência a um agente da polícia, quatro por furto, quatro por estarem em situação irregular em Portugal, duas por agressão a um agente policial e uma por injúrias.
Nesta operação, foram apreendidas 797 doses de haxixe, 122 doses de cocaína e 58 doses de heroína, e detidas ainda cinco pessoas por tráfico de estupefacientes.
Nos estabelecimentos comerciais situados nas imediações das escolas, a PSP detectou 12 infracções por venda de bebidas alcoólicas a menores, oito por funcionamento fora do horário autorizado, oito por falta de livro de reclamações, duas por frequência de menores sozinhos em salas de jogos, duas por venda de tabaco a menores de 16 anos.
A operação, que inclui também fiscalização rodoviária, detectou 1801 infracções, 197 por condução sem cinto, 115 por uso de telemóvel, 101 por não utilização do dispositivo de retenção de criança, 80 por falta de inspecção e 70 por falta de seguro.
A PSP promoveu também acções de sensibilização, formação e demonstração nas escolas, em que participaram 50.217 alunos, 1.680 encarregados de educação, 2.713 professores e 914 elementos da polícia.
posted por Nuno Sousa

terça-feira, dezembro 12, 2006

PSP - Escola Segura

" Todas as crianças têm direito de crescer em segurança, num clima de tranquilidade, sem medos nem receios.
É obrigação de todos nós tornar esse direito uma realidade."



A segurança dos seus filhos é uma prioridade para a Polícia de Segurança Pública.
O desenvolvimento da actividade policial tão perto quanto possível das populações, a visibilidade das Forças de Segurança e a sua efectiva capacidade para resolver os problemas concretos dos cidadãos corresponde ao que hoje se designa por Policiamento de Proximidade.
Neste âmbito, o Programa Escola Segura contribui para criar as condições de segurança que as crianças merecem - no caminho para a escola, no seu interior, nas suas imediações, onde quer que se encontrem. Para que se sintam apoiadas e protegidas.
Não é essa a tranquilidade que deseja?
Informe-se junto das forças policiais e da escola como pode colaborar neste programa. Para que os seus filhos se lembrem amanhã que cresceram hoje em liberdade e segurança.


O que é?
O Programa Escola Segura é uma iniciativa conjunta do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Educação que visa:


  • Garantir as condições de segurança da população escolar
  • Promover comportamentos de segurança escolar

Através de:

  • Vigilância das escolas e das áreas envolventes
  • Policiamento dos percursos habituais de acesso às escolas
  • Acções de sensibilização junto dos alunos para as questões da segurança

Como Funciona?
O Programa Escola Segura é assegurado por agentes policias devidamente treinados e preparados para este tipo de acção, bem como por viaturas exclusivamente dedicadas à vigilância e protecção da população escolar.
De fácil identificação pela sua cor e imagem exterior, cada veículo tem sob a sua responsabilidade um conjunto de estabelecimentos de ensino e está equipado com telemóvel e uma mala de primeiros socorros.
As escolas abrangidas pelo Programa Escola Segura beneficiam assim de uma vigilância reforçada e de uma relação directa com os agentes policias responsáveis pelo seu policiamento.
Esta vigilância é assegurada através do patrulhamento em horários e percursos definidos de acordo com as necessidades específicas de cada Escola.
A PSP desenvolve ainda, no âmbito do Programa Escola Segura, acções especiais de contacto e esclarecimento junto dos jovens, visando promover comportamentos de segurança. A

Segurança começa em cada um de nós A segurança é responsabilidade de todos. Também sua! Participe na segurança dos seus filhos.

Conheça:

  • O seu horário escolar
  • Os percursos que utiliza de ida e volta para a escola
  • Os nomes e contactos dos colegas e amigos mais próximos
  • Os locais onde costuma brincar

Ajude a PSP a desenvolverem trabalho de prevenção da segurança.

O seu Filho está em segurança:

  • Não aceitando boleias de desconhecidos
  • Não mostrando que traz dinheiro ou outros valores
  • Não aceitando Guloseimas, dinheiro ou outras ofertas de desconhecidos
  • Não alterando os percursos de ida e volta para casa
  • Não brincando em zonas desertas ou com pouco movimento
  • Deslocando-se um grupo sempre que possível
  • Informando os pais sobre qualquer contacto ou acontecimento estranho
  • Pedindo ajuda de imediato em caso de necessidade
  • Procurando conhecer o agente policial da sua zona e falando com ele
Ensine os seus filhos a adoptar comportamentos que os protejam!

posted por Nuno Sousa

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Dica - Uma boa postura nas aulas...

A boa postura ,será só uma questão de vaidade?

Claro que não, e como em todas as situações ,
"...mais vale prevenir ,do que remediar..."

Nesse sentido habitue as suas "crianças" ,a manterem bons hábitos na sala de aula.
Explicar-lhes que devem sentar-se direitas nas cadeiras, com a coluna vertebral bem encostada ao assento, pode evitar posturas incorrectas e problemas de saúde no futuro.
Quando a "criança" está a estudar em casa também não se deve inclinar para ler. Para prevenir dores nas costas, convém aproximar a cadeira o mais possivel da mesa ou pôr o livro num suporte vertical.
in "Deco Proteste - Out 2006"
Posted por Nuno Sousa

Uma aventura na ilha de Honoloko

Para que o seu filho saiba o efeito dos seus actos sobre o mundo que o rodeia, convide-o a fazer uma viagem até á ilha de Honoloko na net.
Será convidado a escolher uma personagem e o meio como se irá deslocar nesta aventura. Claro que a bicicleta polui menos que o carro...
Na companhia do Coelho Sempre em Forma, da Máquina da Saúde, do Robô da Energia e da Criatura dos Recursos, o seu filho será chamado a tomar decisões e verá como essas acções afectam o ambiente, a saúde da ilha e dos seus habitantes.
No fim do jogo, recebe uma pontuação, que poderá tentar superar numa próxima viagem a Honoloko.
Vejam esta "ilha" no endereço abaixo e, por favor, divirtam-se ...


posted por Nuno Sousa

sábado, dezembro 09, 2006

Agradecimentos "Recolha de Brinquedos"

A Apert 2 ,congratula-se pelo sucesso da actividade ,e vem a agradecer:

  • A todos os Pais e Encarregados de Educação participantes ,
  • A todos os amigos que colaboraram com o donativo de Brinquedos,
  • Á Escola EB 2 3 Rio Tinto nº2 pela cedência de utilização das suas instalações
  • Á instituição Carrocel Mágico pela sua disponibilidade e participação activa, na divulgação da actividade

"...Quem dá o que pode ,a mais não é obrigado..."

A Comunidade Aldeias SOS Agradece:

  • Á Apert 2 pelo desenvolvimento desta actividade
  • A todos os participantes ,acima mencionados ,que contribuiram para o sucesso desta actividade

"...Não há nada melhor no mundo ,do que um sorriso de uma criança..."


A todos , MUITO OBRIGADO !!!!!!

sábado, dezembro 02, 2006

Novos Cibernautas em Segurança


A Internet pode ser uma fonte de educação e até de divertimento para as crianças, mas esconde muitos perigos.
Agora que as crianças ganharam familiaridade com a Internet, há que ensinar-lhes a utilizá-la da melhor forma, tendo em conta os seus perigos.
Convém estar prevenido para situações de risco, e acautelar os seus filhos. O Seguranet, o sítio criado pelo Ministério da Educação com o apoio de Comissão Europeia, sensibiliza pais e filhos e professores para uma utilização mais segura dos conteúdos on-line. Para tal, o sítio disponibiliza alguns conselhos úteis: nunca dar informação pessoal, como o nome completo, o telefone, a morada da casa ou da escola, etc.
Deve ser falado com os miúdos/as que as pessoas on-line nem sempre são o que parecem. E mais importante: não as deixar marcar encontros com alguém que tenham conhecido na Net. Deve também colocar, se possível, o computador num sítio utilizado por todos, na sala, por exemplo e definir horários de navegação. Por precaução, desconfie se passarem muito tempo on-line, sobretudo à noite.
Sobre este tema ver também,
Posted por Nuno Sousa

Direcção Geral Formação Vocacional

Pais e Encarregados de Educação
O seu filho está descontente com a escola que frequenta?
Está desmotivado com os estudos?
Está indeciso sobre que plano de estudos a optar após o 9º ano?
Procura uma educação mais profissionalizante?
Procura desenvolver as suas aptidões artísticas?

Saiba que existe sempre uma opção à medida dos interesses do seu filho!

E saiba, também, que pode colaborar, de forma informada e consciente, nessa tomada de decisão tão importante na vida do seu filho/educando.

Quais os percursos que o sistema educativo/formativo pode oferecer ao seu filho/educando se já tem 15 anos e ainda não completou o 9º ano de escolaridade?

Pode ainda optar pelos Cursos de Aprendizagem, da responsabilidade do Instituto do Emprego e Formação Profissional, em funcionamento nos Centros de Formação Profissional e em entidades acreditadas.

Quais os percursos que o sistema educativo/formativo pode oferecer ao seu filho/educando se concluiu o 9º ano de escolaridade ou formação equivalente?

Que percursos existem após o 12º ano?

Onde pode o seu filho/educando obter apoio para a tomada de decisão?
- Nos Serviços de Psicologia e Orientação das escolas públicas;
- Nos Centros de Emprego do IEFP.
Posted por António Cunha

quinta-feira, novembro 30, 2006

Actividade - Almoço de Pais

Conforme proposto como actividade lúdica da Apert2 ,para o presente ano lectivo ,vimos a convidá-lo a almoçar na escola do seu educando.
A actividade consiste,na oferta de um almoço na cantina da Escola, de dois pais ou encarregados de educação por dia ,na companhia de um elemento da Associação de Pais e um representante dos órgãos sociais da Escola EB 2 3 Rio Tinto nº2 .
Temos como principais objectivos, a oferta da hipótese de confraternizar com o ambiente escolar do seu educando e de aproximar os educadores das excelentes condições de almoço da Escola dos nossos miúdos/as.

Datas da actividade:
O desenrolar desta actividade irá decorrer
nos dias 11 ,12 ,13 14 e 15 de Dezembro ,
pelas 13 horas.

Membros da Associação de Pais, presente por dias :
Dia 11 de Dezembro – José Pinheiro
Dia 12 de Dezembro – Fátima Pinto
Dia 13 de Dezembro – Nuno Sousa
Dia 14 de Dezembro – Rui Soares
Dia 15 de Dezembro – Gilberto Pires
Condições de participação:
-A divulgação da actividade será feita ,numa primeira fase via mail e numa 2ª fase via SMS ( contactos existentes na base de dados da Apert2)
-As reservas vão sendo feitas conforme ordem de chegada
-Por questões estruturais da actividade ,serão apenas aceites dois pais ou educadores, por dia
-Em caso de impossibilidade de reserva para o dia pretendido ,colocar-se-á a hipótese de novas datas á posterior ( Janeiro ou Fevereiro)

Meios de contacto para reserva :
-Via Internet ,para o endereço apert2@hotmail.com , com indicação de nome ,contacto telefónico e o dia pretendido
-Via telefone , para o número 96 203 08 57 – Nuno Sousa , com a indicação de nome ,contacto telefónico e o dia pretendido

Aos Pais. Aos Educadores.PARTICIPEM!!!

quarta-feira, novembro 29, 2006

Abuso emocional

Apesar de a violência verbal e da violência psicológica geralmente não deixarem marcas físicas, originam problemas emocionais, cognitivos e comportamentais sérios nas crianças e adolescentes.
"Gostaria de ver abordados artigos sobre violência verbal e psicológica, o seu efeito nas crianças e formas de atenuar esses efeitos."
Paula Seixas

A violência verbal e a violência psicológica andam, habitualmente, de mãos dadas e estão sempre presentes em todas as outras situações de maus tratos. Sempre que uma criança é exposta a este tipo de violência, pode afirmar-se que é alvo de abuso emocional. Este tipo de abuso caracteriza-se pela ausência ou inadequação de suporte afectivo e pelo não reconhecimento das necessidades emocionais do menor, de uma forma intencional e persistente. Os insultos verbais, a humilhação, a ridicularização, a desvalorização, a hostilização, a indiferença, a discriminação, as ameaças, a rejeição, a culpabilização, as críticas e o abandono temporário são apenas alguns exemplos da forma como o abuso emocional se manifesta.

Contrariamente ao que muitos possam pensar, esta e outras formas de violência ocorrem em todas as camadas sociais, económicas e culturais, embora sejam mais frequentes em famílias desorganizadas e disfuncionais, com menos recursos económicos, com níveis de instrução e cultura mais baixos e com condições habitacionais mais precárias.

Apesar de a violência verbal e da violência psicológica geralmente não deixarem marcas físicas, originam problemas emocionais, cognitivos e comportamentais sérios nas crianças e adolescentes. Vários estudos demonstraram que crianças expostas a situações deste tipo apresentavam mais problemas de ajustamento, défices ao nível da competência social, menor capacidade de resolução de problemas, agressividade e temperamento difícil e baixos níveis de realização académica. Um outro aspecto, que é muito importante salientar, é que, quando a criança está exposta de uma forma sistemática a situações de violência, corre o risco de a aceitar como uma forma efectiva de obter poder e controlo sobre os outros, tolerando com maior facilidade a agressividade e agindo mais frequentemente desta forma, quer com os pares, quer com os adultos. Quando a criança vive rodeada pela violência, os riscos mais dramáticos são, talvez, a amputação do seu projecto de vida, o bloqueio do desenvolvimento das suas potencialidades enquanto pessoa e a perpetuação da violência de geração em geração.

A melhor forma de atenuar estes efeitos, altamente danosos no percurso de vida de uma criança, é o diagnóstico precoce do mau trato, sendo esse diagnóstico uma responsabilidade inerente a todos os técnicos que trabalham com a criança, nomeadamente médicos, professores, psicólogos, entre outros. Obviamente que o diagnóstico só poderá ser feito se os técnicos em questão conhecerem os factores que favorecem o aparecimento dos maus tratos, os seus diferentes tipos, as suas principais manifestações e formas de apresentação. Por esta razão, deixarei alguma bibliografia que poderá ajudar na sinalização e encaminhamento de situações que envolvam esta e outras formas de maus tratos. Note-se que a sinalização atempada é o primeiro grande passo, para que outras entidades possam implementar estratégias de apoio e vigilância a crianças e famílias onde a violência se instalou.

Bibliografia:
• Machado, C. & Gonçalves, R. (Coords.) (2003). Violência e Vítimas de Crimes. Vol. 2 - Crianças. Coimbra: Quarteto.
• Magalhães, T. (2002). Maus Tratos em Crianças e Jovens. Guia prático para profissionais. Coimbra: Quarteto.

Noticia extraída do site da Educare

segunda-feira, novembro 27, 2006

Também se aprende a ser pai.

Em Santa Maria da Feira surgiu, há três anos, o "Pais XXI", um projecto que ajuda os pais a não terem medo de admitir fragilidades. Começou por ser um projecto integrado de prevenção na área da toxicodependência e evoluiu para o "Pais XXI", um espaço onde cabem todas as angústias da educação parental, sem receio de expor fragilidades. Sim, porque afinal os pais também têm medo.

Há três anos surgiu o Projecto Pais XXI, uma vertente do Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodependências de Santa Maria da Feira. Acolhido e impulsionado pela Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Concelho de Santa Maria da Feira, o "Pais XXI" ganhou asas, autonomizou-se e, agora, quer levar a semente a outros grupos.
Quando o projecto nasceu, cresceu com ele, além de uma Linha de Apoio Telefónico e de um programa de rádio, um Clube de Pais. Hugo Cruz, psicólogo e coordenador do "Pais XXI", que conta com o apoio da Câmara da Feira e da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, "a ideia de base era procurar um novo formato de educação parental".

Hugo Cruz confessa-se avesso a toda a sorte de manuais, do género "como ser um bom pai". Por isso, não pretendeu fazer das sessões quinzenais do clube uma escola, com mera exposição de conceitos e fórmulas de sucesso. "Nós temos por hábito preparar sempre as sessões mas se, nesse dia, na fase do acolhimento, surge uma outra questão, pomos de lado a temática", explica o psicólogo. Assim, sempre que a necessidade impunha as suas regras, o plano dos encontros foi sendo substituído por preocupações tão urgentes como o chichi na cama, o medo do escuro ou as negativas na escola.

Inicialmente, o Clube de Pais formou-se com quatro grupos (de 15 a 18 pessoas), estando previstas 80 horas de formação. Mas, com o tempo, um dos grupos acabou por dar continuidade ao projecto, reunindo-se desde há três anos para cá. Estes pais estão agora a organizar-se para ir formando outros clubes deste tipo, com sessões orientadas por eles próprios. "Este grupo teve necessidade de passar a mensagem, no sentido de dizer: ‘Organizem-se!'", explica Hugo Cruz.

O que começou por ser um espaço de partilha sobre a educação parental foi-se transformando, simultaneamente, num lugar para discutir a relação a dois. É que, sem que estes se dessem conta, o Clube de Pais acabava por ser o único local onde todos se juntavam sem a pressão da criançada por perto. Como afirma o psicólogo, "muitas vezes os pais ficam centrados na sua função parental e deixam para segundo plano outras coisas". A saber: deixam de jantar os dois juntos, deixam de namorar, sentem peso na consciência se abandonam os filhos em casa de familiares durante um serão para ir ao cinema, e por aí adiante... O contexto social, que determina que somos maus pais se não estamos permanentemente a cuidar dos rebentos, é o principal responsável por este estado de coisas. Só que, como argumenta Hugo Cruz, "se os pais se anulam isso é mau para a família".

Com a conversa em comum, os pais foram descobrindo que todos sentem medo de falhar e que, basicamente, não há mal nenhum em admitir inseguranças. Ao mesmo tempo, independentemente do tema específico de cada sessão, aprenderam a falar sobre a comunicação na família. Será preciso não esquecer que, apesar da imagem hierarquizada e composta com que todos nos fomos habituando a perspectivar a família, esta é, na realidade, a soma de várias personalidades complexas a habitar o mesmo espaço, num projecto de vida a tempo inteiro. Por isso, a comunicação é, inegavelmente, o centro para onde convergem todas as questões. E aqui, o mais importante é valorizar a qualidade. Como afirma Hugo Cruz, "muitas vezes, as famílias estão juntas fisicamente, mas não estão a partilhar nada". Com os encontros, os pais aprenderam a identificar estas lacunas, que, na maioria das vezes, podem ser colmatadas com pequenas insignificâncias. Por exemplo: não fazer da televisão o prato principal das refeições e não atirar com um "agora não!" automático, sempre que o filho interrompe as lides domésticas.

Foi, justamente, tomando como inspiração os ruídos surdos do quotidianos, que surgiu a peça "Retratos de família". A encenação resulta de uma criação colectiva que, para espanto dos filhos, tem os pais como principais actores. Por uma vez, os papéis inverteram-se. Foram os filhos, e não os pais, que se sentaram nos bancos da plateia. Hugo Cruz recorda a "emoção das crianças, que olharam com espanto para o lado divertido dos pais". A peça fez sucesso e está agora em tournée nacional, em sessões teatrais que juntam as famílias, durante fins-de-semana previamente marcados, em palcos um pouco por todo o País.

Desta troca de experiências, em três anos de trabalho, resultou, ainda, o livro Pais XXI, uma experiência, da autoria de Hugo Cruz e Inês Pinho, que foi recentemente lançado e conta com um prefácio de Daniel Sampaio. Entretanto, estão previstas, já para Dezembro, novas sessões, que irão permitir alargar o Clube de Pais a um número mais abrangente de pessoas.

Mais informações:
http://www.fapfeira.web.pt/

Notícia retirada do site da Educare