Mostrar mensagens com a etiqueta Cliping News. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cliping News. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, novembro 04, 2010

TOMADA DE POSSE APERT2/APEL 2010/11




No passado dia 27 de Outubro realizou-se na nossa escola, a tomada de posse da Apert2.
Este ano e pela primeira vez juntou-se a nós a Associação de Pais da EB1 Lourinha(APEL).
Na Assembleia estiveram presentes vários convidados entre os quais destacamos, o SrºDirector Prof. Laureano,os restantes elementos da direcção da escola, Prof. Américo,Profª Maria José,Profª Maria do Céu,Profª Lurdes Matos e também o Presidente do Conselho Geral, a Coordenadora da EB1 da Lourinha, um elemento representante da Junta de Freguesia de Rio Tinto e um elemento representante da FAPAG.
Distinguimos ainda a presença de outras Associações de Pais.
Os novos Órgãos Sociais das duas Associações assumiram assim perante esta dignissima Assembleia o compromisso de mais um ano de cooperação,trabalho e empenho com as respectivas escolas.
Nunca esquecendo que;
"Existimos para vos representar,PAIS.Existimos para defender os vossos direitos,FILHOS."

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Professores obrigados a exame

Prova de ingresso publicada - 2008-01-22

Uns escassos 120 minutos, o tempo de duração de cada uma das duas provas escritas a que os candidatos a professores serão submetidos – uma de componente comum, que testa as aptidões ao nível da Língua Portuguesa; outra mais específica, para apurar os conhecimentos científicos dos jovens – podem ditar o acesso ou a exclusão dos jovens à carreira docente.

Foi ontem publicado em Diário da República o decreto regulamentar que define as regras aplicáveis à prova de ingresso, muito contestada pela classe.

O Ministério da Educação quer ver aplicada uma diferenciação pelo mérito, por isso, vai exigir aos docentes rigor total nos erros gramaticais, nas más construções frásicas e na oralidade. Basta um deslize – nota inferior a 14 valores numa das três provas (além das duas escritas, em certos casos haverá uma avaliação oral ou prática) a que o candidato pode ser submetido – para deitar por terra o sonho do ensino.

Os professores titulares, que estão no topo da carreira e a quem cabe já as tarefas de gestão e administração nas escolas e a avaliação dos colegas para progressão na carreira, vão ter também nas mãos a chave de entrada na classe dos candidatos a professores. Para Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, “todo o estatuto de carreira docente está construído para que o ministério veja num grupo de professores os carrascos dos outros docentes”.

“Em 90 minutos, num qualquer azar, o jovem é eliminado”, diz o sindicalista, sublinhando que quem sai da faculdade é já sujeito a quatro obstáculos: “A avaliação da formação científica, no estágio profissional, como contratados e quando entram para os quadros e, passadas estas três etapas, quando estão sujeitos a um período probatório.” A nova prova traz “a certeza de que milhares de jovens são eliminados”.

A Fenprof está a analisar o decreto regulamentar para decidir qual a resposta a dar ao documento que, no seu entender, é ilegal. O CM tentou, sem sucesso, apurar junto do Ministério quando é que a prova começa a ser aplicada.

APONTAMENTOS
QUEM FAZ A PROVA?
Só ficam excluídos da prova de ingresso os docentes que em dois dos últimos quatro anos (anteriores a 2007/2008) tenham sido contratados e os docentes com cinco anos de serviço efectivo que tenham obtido classificação mínima de ‘Bom’.

EXAME ORAL
Além das duas provas escritas, pode ainda existir uma prova oral ou prática, em áreas como as línguas, ciências experimentais e tecnologias de informação. Um candidato pode inscrever-se em mais do que uma área de recrutamento, mas tem de fazer os respectivos exames da componente específica.

INCAPACITADOS
O Sindicato dos Professores da Região Centro acusou ontem o Ministério da Educação de “abandonar à sua sorte” os professores incapacitados, obrigando-os a concorrer a serviços sem saberem onde há vagas.

posted por Nuno Sousa

Justifica-se submeter a exame candidatos a professores?

2008-01-22

SIM

Baseadas no saudável princípio de que se justifica separar trigo do joio, as provas para apurar o domínio da língua portuguesa e o conhecimento científico dos candidatos a docentes é o melhor dique para conter pessoas impreparadas – por vezes tragicamente impreparadas – que prejudicam os alunos que o destino coloca no seu caminho.

Leonardo Ralha, Editor de Sociedade

NÃO

Deixar vários jovens escolher a área de ensino e barrar-lhes mais tarde o acesso à mesma através de um exame de duas horas não será o melhor método para seleccionar bons professores. O acesso à carreira docente deveria ser filtrado logo nas faculdades, que lançam para a rua licenciados sem lhes exigirem rigor e sabedoria.

Isabel Faria, Editora de Tv & Media

in Correio Manhã on line
posted por Nuno Sousa

terça-feira, janeiro 08, 2008

Telemóveis, MP3 e MP4 na sala de aula? Sim!

Computadores, telemóveis e MP3 são todos muito bem-vindos às aulas de Português da professora Adelina Moura

"Ontem à noite, fartei-me de ouvir a 'setôra'. Era eu a lavar a loiça e a 'setôra' a ler o Sermão do Padre António Vieira!". O comentário é citado por Adelina Moura, professora de Português/Francês da "Secundária" Carlos Amarante, em Braga, como prova dos bons resultados que está a obter com a utilização das tecnologias móveis no ensino (vulgarmente conhecido por "m-learning").

Nas suas aulas - ao contrário do que acontece nas restantes -, telemóveis, MP3 e MP4 são muito bem-vindos. Ali, em casa ou na rua, os alunos podem ouvir as aulas da professora.

O mais curioso é que os "podcasts" (gravações) de Adelina Moura, alojados na Net, já correm dezenas de salas de aulas do país, provando a utilidade das novas metodologias de ensino-aprendizagem."Se não os podes combater, junta-te a eles". Este foi o mote encontrado por Adelina Moura para amudança nos métodos de ensino. "Por mais que se proíba, é impossível impedir a entrada de telemóveis e MP3 nas salas de aula. Então, por que não tirar partido deles?", questionou.

Tão depressa pôs a questão como depressa arranjou uma boa tese de doutoramento, que está a desenvolver no Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. E para "cobaias" da sua experimentação não podia ter encontrado melhor do que os alunos do 11.º ano do Curso Profissional de Manutenção Industruial e Electromecânica."É uma turma onde mais de 50% dos alunos têm duas e três repetências, pois têm dificuldades de aprendizagem. A motivação para eles é fundamental, há que arranjar formas de os prender e de não faltarem às aulas", explicou a professora.

Adelina Moura aproveitou a existência de 14 computadores portáteis na escola para utilizá-los na sala de aula. Em casa, a docente grava a leitura dos textos e todos os comentários e explicações sobre os temas em estudo.

São os chamados "podcasts", que mantém disponíveis a quem os quiser ouvir no sítio discursodirecto.podomatic.com.Para os seus alunos, criou um espaço próprio na Net, intitulado "Geração Móvel" (geramovel.googlepages.com/podcast).

"Ali os alunos têm os textos e os comentários gravados, além de um conjunto de actividades que lhes são propostas. Eles ouvem e realizam os exercícios ao seu próprio ritmo de aprendizagem", explicou.Normalmente, os "podcasts" são descarregados apenas por um dos alunos que, depois, passa aos restantes utilizando o "bluetooth" do telemóvel.

"Em casa, podem ouvir tudo a partir da Net ou do telemóvel ou MP3. E podem ir passear e, pelo caminho, ouvir os textos e as explicações da professora. O objectivo é aprender numa sala sem muros e numa disciplina sem horários", comentou Adelina Moura.

Embora a professora também utilize os métodos tradicionais, prefere, com aqueles alunos, recorrer mais às tecnologias. "Com o método tradicional, eles parecem atentos, mas estão longe. Com estas novas tecnologias, são mesmo obrigados a mostrar trabalho", concluiu.

sugestão de Luis Sousa

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Primeiro-ministro anuncia mudanças na autonomia, gestão e administração escolar

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem na Assembleia da República durante o debate mensal, centrado desta vez na Educação, a intenção do Governo proceder a mudanças na lei da autonomia, gestão e administração escolar.

(…)
3. O novo regime de direcção e gestão escolar
(…)
Chegou agora o momento de avançar com a alteração da lei de autonomia, gestão e administração escolar. O Conselho de Ministros aprovará na generalidade, para consulta pública, o novo regime. Mas quero apresentar hoje, ao Parlamento, as suas linhas gerais.

A nossa visão para a gestão das escolas assenta em três objectivos principais. O primeiro é abrir a escola, reforçando a participação das famílias e comunidades na sua direcção estratégica. O segundo objectivo é favorecer a constituição de lideranças fortes nas escolas. O terceiro é reforçar a autonomia das escolas.

Para cumprir o primeiro objectivo tomaremos duas medidas fundamentais. Por um lado, o director executivo de cada escola passará a ser escolhido pelo órgão colegial, o Conselho Geral, onde estão representados os professores, os pais, as autarquias e as actividades locais. Esta escolha será feita através de procedimento concursal, com critérios transparentes e em função do mérito dos candidatos. Por outro lado, competirá a este conselho geral a aprovação do projecto educativo, do plano e do relatório de actividades da escola.

O segundo objectivo essencial da reforma que proponho é, como disse, favorecer a constituição de lideranças fortes. É preciso não termos medo das palavras – é mesmo de directores que sejam líderes que nós precisamos. Líderes legitimados pelo seu currículo, pelo processo democrático da sua escolha e pela prestação de contas aos conselhos gerais onde estão professores, pais e autarcas. E líderes efectivos, dotados de autoridade e capazes de gerir as escolas e responder pelos resultados.

Assim, a direcção executiva das escolas será assumida por um órgão unipessoal – um director, coadjuvado por um pequeno número de adjuntos, em função da dimensão da escola. É-lhe confiada a gestão administrativa, financeira e pedagógica, assumindo também, para o efeito, a presidência do conselho pedagógico. Por isso mesmo, deve ser um professor. Repito, um professor. Digo-o com clareza: não concordo com aqueles que querem tirar os professores da direcção das escolas. O director deve ser um professor do quadro dessa ou de outra escola e deve estar qualificado para o exercício das funções, pela sua formação ou pela experiência já adquirida. É também ao director que compete designar os responsáveis pelas estruturas de coordenação e supervisão pedagógica, para garantir a coerência da liderança e permitir a sua plena
responsabilização e prestação de contas.

Finalmente, terceiro objectivo: reforçar a autonomia das escolas. Mas sejamos claros: a autonomia vai de par com a responsabilidade e a prestação de contas, e com o sistema de avaliação externa das escolas. É que as escolas devem responder duplamente: responder, por um lado, face às famílias e comunidades locais, através do conselho geral em que estas estão representadas; e responder, por outro, face ao conjunto da sociedade portuguesa.

Assim, o novo regime jurídico definirá um enquadramento normativo mínimo, deixando ampla liberdade de organização a cada escola. Reforçará as competências desta na gestão administrativa e do pessoal. E permitirá o desenvolvimento dos contratos de autonomia, através dos quais as escolas acertam com o Ministério a transferência de novas competências e comprometem-se, por seu turno, com a obtenção de metas e resultados, com natural destaque para as aprendizagens dos alunos. (…)

posted por Nuno Sousa

terça-feira, dezembro 11, 2007

Educação: Fenprof acusa Governo de acabar com gestão democrática das escolas

11 de Dezembro de 2007, 20:14

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou hoje a reforma da gestão escolar anunciada pelo primeiro-ministro, considerando que o Governo "vai acabar com a participação democrática" na direcção dos estabelecimentos de ensino.

No debate mensal realizado hoje no Parlamento, José Sócrates anunciou que os conselhos executivos serão substituídos pela figura do director, um docente que passará a ser escolhido através de um concurso, tendo em conta a análise do currículo e outros critérios previamente definidos.

Caberá ao Conselho Geral, um órgão que será constituído por professores, representantes dos pais, das autarquias e das actividades locais, escolher o director da escola e aprovar o projecto educativo, assim como o plano e relatório de actividades.

"O modelo anunciado hoje aponta para uma concentração de poderes num órgão unipessoal, contrariando uma cultura de colegialidade e participação democrática de todos os que se envolvem no quotidiano escolar, sufocados que ficam perante o desmesurado poder que o Governo quer atribuir àqueles que considera a liderança forte das escolas", contesta a Fenprof, em comunicado.

Queixando-se de esta reforma ter sido apresentada hoje "como um facto consumado, à margem de qualquer negociação", a federação sindical afecta à CGTP lamenta ainda que o Executivo socialista venha "retomar o essencial das opções que o PSD e o CDS procuraram impor aquando da tentativa de revisão da Lei de Bases do Sistema Educativo, vetada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio".

No documento, a Fenprof recorda ainda que a substituição de uma eleição por um "concurso público" foi uma solução reprovada em 2006 pelo Tribunal Constitucional, a propósito de um decreto do Governo Regional da Madeira, de conteúdo semelhante.

No entanto, o primeiro-ministro não se referiu hoje à existência de um concurso público, mas apenas a um "procedimento concursal" que será realizado pelo futuro Conselho Geral.

JPB.
Lisboa, 11 Dez (Lusa)

posted por Nuno Sousa

domingo, novembro 18, 2007

Quatro línguas em simultânio logo no jardim-de-infância

Crianças começam a aprender quatro línguas em simultânio, logo no jardim-de-infância

"...A ida para o jardim-de-infância já não se resume à pintura de desenhos, a histórias contadas ou jogos didácticos. Agora, a partir dos 3 anos, a criança tem uma nova actividade: aprender palavras ou frases «simples» em quatro línguas em simultâneo, através do método multilinguístico, do investigador Alberto de Sousa.
«As mais recentes investigações científicas no campo da linguística têm mostrado que quanto mais precoce for a aprendizagem de uma língua, melhor será o seu domínio e que é mais fácil aprender várias línguas em simultâneo que sequencialmente», explicou à Lusa Edgard Fortes, Presidente da Administração da Fundação Adolfo Vieira de Brito, em Lisboa.

«Adeus, au revoir, goodbye, auf wiedersehen», diz a Inês, de 4 anos, quando se despede dos pais, preparada para mais um dia no jardim-de-infância.
Esta sequência de palavras em português, francês, inglês e alemão tornou-se uma constante na Fundação Adolfo Vieira de Brito, a pioneira, desde Outubro, na implementação do método multilinguístico, que é
«ainda uma experiência psico-pedagógica», criado pelo investigador Alberto de Sousa. ..."

posted por Nuno Sousa

sábado, novembro 17, 2007

Pedofilia: Professor acusado pelo MP

Noticia de 15 de Novembro de 2007, 12:04

Pedofilia: Juiz de instrução decide levar a julgamento professor acusado pelo MP
Gondomar, 15 Nov (Lusa) - Um juiz de instrução criminal de Gondomar decidiu hoje levar a julgamento um professor de música acusado pelo Ministério Público (MP) pela prática de 19 crimes relacionados com pedofilia.
Em comunicado distribuído no final do debate instrutório do caso, ocorrido hoje de manhã, o juiz Pedro Miguel Vieira refere que "foi entendido existir prova indiciária suficiente" para levar o arguido a julgamento.
O docente, de 28 anos, está acusado pelo Ministério Público (MP) da prática de 10
crimes de abuso sexual de criança, dois de actos sexuais com adolescentes, seis de posse de fotografias ilícitas e um de actos exibicionistas.
Os alegados crimes foram perpetrados entre Setembro de 2003 e meados de 2005, em escolas de Ermesinde, Gondomar e Guimarães, e as alegadas vítimas eram alunas a seu cargo, dos 7º e 8º anos de escolaridade, com idades entre os 13 e os 15 anos.
O docente foi detido em Dezembro de 2005 e a PJ encontrou no seu computador fotos obscenas tiradas a alunas, algumas das quais seduzidas através do fornecimento antecipados de respostas a testes.
As autoridades obtiveram testemunhos de relações sexuais tentadas ou consumadas e de diálogos obscenos com as alunas, pessoalmente e através de programas de conversação da Internet.
A pelo menos uma delas pediu que fizesse "strip-tease".
O professor foi proibido pelo juiz de instrução criminal de voltar a contactar com as ex-alunas e frequentar uma das escolas em que tinha trabalhado.
Em comunicado emitido dia 05, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) esclareceu que o docente em causa "não se encontra a dar aulas em qualquer escola do Ministério da Educação".
Depois da sua detenção, em Dezembro de 2005, pela Polícia Judiciária, a DREN suspendeu o professor, "usando ao máximo o limite legal possível para uma medida preventiva", afirmou a estrutura, referindo que a sua prioridade nestes assuntos é "colocar a defesa dos alunos em primeiro lugar".
JGJ.
Lusa/fim
posted por Eugénia Ferraz

sábado, novembro 10, 2007

Passar de ano sem ir às aulas

O Estatuto do Aluno foi ontem aprovado pelos deputados da Comissão de Educação, com os votos favoráveis do PS. A versão final, que acolhe uma proposta do PSD, continua a deixar aberta a possibilidade de os alunos
poderem passar de ano sem frequentar as aulas, bastando para tal ter aprovação nas provas de recuperação, a realizar por quem atinja o limite de
faltas.

Assim, de acordo com a proposta que agora segue para o Presidente da República, o limite de faltas exclusivamente injustificadas fica mais curto, uma proposta dos sociais-democratas: ao fim de duas semanas de faltas, no 1.º Ciclo, ou do dobro de tempos lectivos semanais, nos restantes Ciclos e Secundário, o aluno é chamado a realizar uma prova de recuperação.
O limite de faltas mantém-se nas três semanas, nos casos em que há faltas justificadas e injustificadas.
A outra alteração, que mereceu o voto favorável do CDS-PP, estipula que o aluno que falte à prova de recuperação fique retido, caso estude no Básico, ou seja excluído da disciplina onde excedeu o limite de faltas, se for do Secundário.
Quando não obtém aprovação na prova, o Conselho de Turma pondera a justificação ou injustificação das faltas, determinando um plano de acompanhamento especial e a realização de uma nova prova, a retenção no mesmo ano de escolaridade (Básico) ou a exclusão da disciplina (Secundário).
Na sessão de ontem não faltaram críticas da oposição às alterações que o diploma sofreu desde que foi apresentada a proposta do Governo.
Emídio Guerreiro, do PSD, lamentou que a Lei não esclareça “o que acontece ao aluno que falta e vai sendo aprovado nas provas de recuperação”, considerando que o PS esqueceu “qualquer mensagem aos alunos cumpridores”.
O deputado do CDS-PP, José Paulo Carvalho, considerou que a redacção da Lei “cria uma situação injusta” ao equiparar faltas justificadas e injustificadas. “Um aluno com faltas justificadas, doente, pode chumbar.
O PS está a apaparicar os alunos que dão faltas injustificadas, é uma balda”. O deputado recordou ainda que o PS “desautorizou” a ministra da Educação três vezes.
Já João Oliveira, do PCP, acusou o PS de tentar “perverter a estatística e branquear o fenómeno do abandono escolar”, enquanto a bloquista Ana Drago ironizou ao afirmar que “quem precisa de plano de acompanhamento é o PS e a ministra da Educação.
Só falta o estatuto dizer que é proibido cuspir no chão”, considerou.
Em resposta, o socialista Fagundes Duarte acusou a oposição de ser “esquizofrénica” e afirmou que os receios “são legítimos, mas muito pouco representativos”.
Para justificar a quarta proposta socialista, o deputado disse que “a maioria absoluta não dá a certeza absoluta”.

AS DÚVIDAS E AS CERTEZAS
A proposta de alteração do Estatuto do Aluno que foi alvo de discussão pública não é a que foi aprovada pelos deputados.
As dúvidas em torno do documento chegaram até ao presidente do Conselho Nacional de Educação.
Júlio Pedrosa, que foi ministro num governo PS, defendeu ontem que “a falta deve ser entendida como inaceitável e o estatuto deve servir esse princípio, mas é preciso fazer a distinção entre faltas justificadas e injustificadas”.
Já a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, garantiu que o Estatuto “não acaba com a distinção dos conceitos das faltas justificadas e injustificadas”, passando a ser mais exigente nas justificações apresentadas por pais e alunos.

SAIBA MAIS
  • 20 deputados marcaram presença na votação do Estatuto do Aluno: 14 do PS, três do PSD e um do CDS-PP, um do PCP e um do BE.
  • 4 propostas de alteração à lei apresentadas pelo Partido Socialista: à do Governo, os parlamentares acrescentaram três versões diferentes.
PRESIDENTE
A Lei ontem aprovada pelos deputados na especialidade será agora enviada para a Presidência da República.
Cavaco Silva pode promulgar e assinar o diploma ou pode vetá-lo, devolvendo-o à Assembleia da República para a introdução de alterações.

RETIRADO
O comunicado do Ministério da Educação sobre o Estatuto do Aluno, disponível no Portal do Governo, foi retirado após a notícia do CM, na edição de sábado.

posted por Nuno Sousa